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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Se não sabe brincar...

Quem me conhece sabe que eu não acompanho futebol. Mas, não me perguntem o porquê, gosto de ler sobre Fórmula 1. Talvez seja herança dos tempos gloriosos de Ayrton Senna, de lembrar que papai via todas as corridas - e por tabela, eu, pequenininha. Só sei que foi uma comoção e choradeira lá em casa quando o nosso campeão morreu, em 1994.

Esse nariz-de-cera todo é para exprimir minha vergonha alheia a respeito dessa história do piloto Nelsinho Piquet com o Flavio Briatore (o grisalhão da foto), todo-poderoso da Renault e empresário do moço. O primeiro, pelo motivo óbvio: deu de cara com um muro no GP de Cingapura para manipular o resultado de uma corrida, favorecendo seu companheiro de equipe, Fernando Alonso - e a escuderia, claro. Ele só foi botar a história no ventilador depois de ser demitido por incompetência.

O Briatore, por sua vez, foi quem arquitetou o plano, pressionou Nelsinho, ameaçou de demissão (segundo o Piquetinho). Mas o pior foi sua última obra: insinuar que o jovem é homossexual, e só teria divulgado a história por raiva do empresário, responsável pelo fim de seu romance com um cara mais velho. E eu pergunto: e o KIKO? A discussão saiu do campo profissional e ético, para virar briga de comadres?

Eu acho que estão todos errados: Nelsinho, Briatore, o Alonso... vocês ainda acham que ele não sabia de nada? Se não sabia, no mínimo é burrinho, porque a estratégia de combustível da Renault seria no mínimo camicase se não houvesse o tal acidente. Vou tentar explicar: ele fez uma parada para reabastecer na 12ª volta, uma estratégia arriscada para quem teria que ter o carro leve para ultrapassar o monte de gente que estava na frente. O acidente foi na 13ª volta, e obrigou a paralisação da corrida e uma nova largada. Ele, que já estava com o tanque cheio, levou vantagem, pois não precisou fazer pitstop na "nova corrida", ao contrário dos seus coleguinhas de tanque baixo. Que providencial, não?

Sobre o Piquet pai: se sabia e deixou o filho se meter numa furada dessas, não aprendeu nada em seus milhares de anos de carreira e de vida. Concordo com o Rubinho, que mandou na lata: "se alguém tiver a capacidade de fazer isso (forjar um acidente), não merece estar no esporte". E não merece mesmo, ora pois. Poderia ter dado m****, ter voado peças na cabeça de alguém, rolado engavetamento, machucado o próprio Nelsinho. Se não sabe brincar, não desce pro play.

PS: Rubinho: valeu pela vitória ontem. Você é panga, mas eu gosto de você ;)

PS2: Pra não perder a vocação mulherzinha deste blog: Vamos fazer um top 5 dos pilotos de Fórmula 1? Se não tiver cinco, diga o(s) seu(s) favorito(s). Veja os candidatos
aqui.