terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quem tem medo da minissaia?

Que atire a primeira pedra quem nunca as vestiu. As minissaias são um ícone do verão há decadas e em solo carioca são largamente utilizadas. Só na terra da garoa mesmo o uso das minis é "moral e eticamente" inaceitável.

Bem, pobre a Geisy Arruda, aluna da universidade Uniban, em São Bernardo do Campo, que resolveu ser fashion e resgatou um modelito anos 80, rosa pink, e acabou hostilizada pelos colegas de classe.

Ao chegar à universidade vestida no seu mini, Geisy foi agredida e ameaçada de violência sexual por nada menos do que 700 colegas de faculdade. Alguns chamariam de bullying, termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, praticados por um indivíduo, no intuito de intimidar ou agredir o outro. Eu chamo de demência ou simplesmente falta do que fazer.

No Rio ou em São Paulo, saímos às ruas e damos de cara com Sabrinas Sato da vida, andando de minissaia. Vamos aos ensaios das escolas de samba e topamos com Viviane Araújo e Adriane Galisteu quase sem roupa. E isso é normal.
Sem falar que basta estar à toa para ver passar a Mulher Melancia, vestida numa microssaia (que apesar de grande, nela fica curta, por motivos óbvios!!).

Total hipocrisia a atitude desses estudantes que só nos envergonha e nos faz retroceder em todas as conquistas femininas até agora alcançadas. Podemos sim usar minissaia, e daí? Eu não tenho medo de sair com as minhas. Está super na moda e apropriado para este calor de 40º que faz lá fora.

Geisy deu uma entrevista à Rede Record com o mesmo vestido que usou no dia. É fashion! E pra poucas!

2 comentários:

  1. Carol, eu resisti e acabei não escrevendo sobre esse assunto no blog, porque ia mandar esses 700 imbecis para a PQP!!! Enfim, como vc tratou da tal peça mini do armário, reforço o coro: Viva a minissaia! Viva a equidade dos gêneros! Viva a liberdade sexual da mulher! E viva o respeito à mulher! Porque se fosse um homem sarado, com short e camiseta regata apertadinha, não haveria 700 vozes ecoando pelo saguão dessa forma agressiva. A mulher precisa ser mais respeitada! afff... desabafei. rs...

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  2. falou tudo, Érika! A palavra-chave é respeito!!

    Amei o texto, Carol!

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